PROJETO INTEGRADOR BIOMAKER

Tudo aquilo que você sempre quis saber sobre os bacteriofagos em um único lugar.

BACTERIÓFAGOS

O QUE SÃO?

Bacteriófagos (também chamados de fagos) são um tipo de vírus, portanto são seres que não possuem celulas (acelulares) e nem estruturas que normalmente estariam nas células, graças a isso eles não são considerados seres vivos por boa parte dos cientistas. Eles não tem metabolismo próprio e nem conseguem se reproduzir, sendo necessário que eles infectem alguma bactéria para que possam fazer isso, sendo cacterizados como parasitas intracelulares obrigatórios. A principal diferença entre eles e os vírus normais são que os bateriófagos apenas infectam bactérias.

Bacteriofago

ESTRUTURA

Material Genético: Os bacteriófagos contêm material genético, que pode ser RNA ou DNA. Esse material é responsável por codificar as informações necessárias para a replicação do vírus.

Cauda: Estrutura longa e tubular que se conecta à cabeça. A cauda é responsável por anexar-se à célula bacteriana e injetar o material genético.

Fibra de cauda: Prolongamentos que ajudam o fago a se prender à superfície da bactéria. Eles podem ter diferentes formas, dependendo do tipo de fago.

Envelope: Alguns fagos possuem uma camada lipídica que envolve a cabeça, mas muitos têm uma estrutura mais rígida, sem um envelope.

Proteínas de superfície: Essas proteínas estão presentes na superfície do vírus e são essenciais para a ligação do vírus às bactérias. Elas reconhecem e se ligam a receptores específicos na membrana, facilitando a entrada do fago.

Bacteriofago Bacteriofago

CICLO DE REPRODUÇÃO

Como já foi falado antes o fago não consegue se reproduzir de forma independente, então suas etapas de reprodução estão intrissicamente ligadas com a bactéria que ele irá infectar. Dito isso ele possuí duas formas de se reproduzir

CICLO LÍTICO

Adsorção: O fago se liga à superfície da bactéria por meio de suas fibras de cauda.

Síntese: O material genético do fago assume o controle da maquinaria da célula bacteriana, forçando-a a produzir novas cópias do material genético do fago e proteínas do fago.

Montagem: As novas partículas de fago se montam dentro da célula bacteriana, combinando o novo material genético com as proteínas formadas.

Liberação: A célula bacteriana se rompe (lisada), liberando centenas de novos fagos que podem infectar outras bactérias.

Síntese de proteínas: A célula hospedeira também produz proteínas virais a partir das instruções contidas no material genético viral. Essas proteínas são essenciais para a montagem de novos vírus.

Montagem: As novas partículas virais são montadas a partir do material genético recém-replicado e das proteínas virais sintetizadas.

Liberação: Finalmente, os novos vírus saem da célula hospedeira. Isso pode ocorrer por lise (rompimento da célula, levando à sua morte) ou por brotamento, onde o vírus se envolve em partes da membrana da célula, formando novos vírus envoltos em um envelope lipídico.

CICLO LISOGÊNICO

Adsorção e Penetração: Semelhante ao ciclo lítico, o fago se liga e injeta seu material genético na bactéria.

Integração: O DNA do fago se integra ao DNA da bactéria, formando o chamado "profago". Neste estado, o fago pode permanecer dormente.

Replicação: Quando a bactéria se divide, ela copia o DNA do profago junto com seu próprio DNA. Assim, o fago é transmitido para as células filhas.

Indução: Sob certas condições (como estresse), o profago pode ser ativado, saindo do DNA bacteriano e iniciando o ciclo lítico.

APLICAÇÕES DOS BACTERIÓFAGOS

Tratamento de Infecções Bacterianas: Fagos podem ser usados para tratar infecções bacterianas, especialmente aquelas causadas por bactérias resistentes a antibióticos. Essa abordagem é conhecida como terapia fágica.

Controle de Patógenos em Alimentos: Bacteriófagos podem ser aplicados em alimentos para eliminar bactérias patogênicas, como Salmonella e Listeria, ajudando a prevenir intoxicações alimentares.

Ferramentas de Edição Genética: Fagos são usados como vetores em técnicas de clonagem e modificação genética, permitindo a introdução de genes em células bacterianas.